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Entre el kechwa y el castellano. La angustia del mestizo, José María Arguedas (1939)

Mi colega Silvia Graziano encontró estos documentos en La Prensa (24 setiembre 1939) de Buenos Aires. Gracias por compartir, lo podemos a disposición de los estudios de José María Arguedas y de la cultura andina.

V ENCUENTRO DE CRÍTICA LITERARIA, Universidad Nacional de Colombia. Bogotá, del 2 al 4 diciembre 2019

V ENCUENTRO DE CRÍTICA LITERARIA
Lunes 2 diciembre
Mesa No 1
NOMBRE: CULTURA TRADICIONAL Y CARNAVAL EN LA FICCIÓN Y LA POESÍA
Coordinadora: Patricia Trujillo
Auditorio Margarita González
8-10
Víctor Viviescas (Universidad Nacional de Colombia): La fiesta y la revuelta popular como momentos pregnantes.
Consuelo Pardo Cortés (Universidad Nacional de Colombia): La corrida del 28 de julio en Yawar fiesta: una sublimación mítica del progreso capitalista.
Yolanda Arguello (Universidad del Atlántico): La visión carnavalesca en la novela El zorro de arriba y el zorro de abajo, de José María Arguedas.
María Alejandra Pinzón (Universidad de los Andes): La “novela-ópera de los pobres”: Los ríos profundos (1958) según Ángel Rama.
Mesa No. 2
TRANSCULTURACIÓN
Coordinadora: Alejandra Jaramillo
Auditorio Margarita Gutiérrez
10-12m
Luz Marina Rivas, Instituto Caro y Cuervo, Lo femenino en el diálogo transculturador de José María Arguedas.
Fabio Jurado, Universidad Nacional de Colombia, La transculturación en la escritura literaria y no literaria
Juan Camilo Lee, Universidad Nacional de Colombia, Lenguaje, política y descolonialidad: la obra de Arguedas durante los años 60. A los 50 años de la muerte de Arguedas y a los 60 de la Revolución Cubana.
Jonathan Caicedo ,
Universidad Minuto de Dios: La Originalidad, la representatividad y la Transculturación; una perspectiva analítica en “Todas las sangres” de José María Arguedas.
Mesa No. 3
COSMOVISIÓN I
Coordinadora: Carmen Elisa Acosta
Lugar: Salón Oval Día y hora:
2-5 pm
Carlos Guillermo Páramo Bonilla,Universidad Nacional de Colombia: Amor mundo: la clave arguediana para comprender los andes profundos.
Julio Noriega Bernuy (Knox College):El escritor José María Arguedas o “el hombre doliente”.
Karen Alejandra Cortés. El zorro de arriba y el zorro de abajo: el final de una escritura.
Luis Eduardo Velásquez (Universidad de San Marcos): El umbral de la muerte y la resistencia sonora en El Sexto (1961), de José María Arguedas.
Martes 3 diciembre
Mesa 4
COSMOVISIÓN II
Coordinador: Víctor Viviescas
Lugar: Salón Oval
2-4 pm
Pablo Valdivia (Viadrina Universita): El sueño del pongo: carnaval, muerte y el orden del discurso.
Gabriel Rudas Burgos (Stony Brook University): Muerte y conocimiento en Los zorros de José María Arguedas.
Daniel Alberto Vergel (Universidad Javeriana): El zorro de arriba y el zorro de abajo: actualización de la experiencia mítica en la modernidad industrial.
Carolina Sánchez (Rutgers University): Arguedas, un poeta del espacio.
Mesa No 5
Perspectiva comparativa
Coordinadora: Luz Marina Rivas
Lugar: Salón Oval
Martes 3
4-7 pm
Gonzalo Espino Relucé (Universidad Nacional Mayor de San Marcos): La poesía de José María Arguedas. Lengua y escritura(Una lectura de Huk doctorkunaman qayay)
Leslie Jiménez Serge (Universidad del Atlántico): El individuo de frontera en Los ríos profundos: deslindes en torno a la novela indigenista.
Juan Sebastián Ortíz (Universidad Nacional de Colombia): “El gamonal” y Yawar Fiesta: La representación de la colectividad indígena en los orígenes de la narrativa de Gamaliel Churata y José María Arguedas.
Alberto Bejarano (Instituto Caro y Cuervo): Oralidad y literatura menor en Arguedas y Roberto Bolaño
Miércoles 4 diciembre
Mesa redonda - Conversatorio
Muerte y Carnaval en Arguedas
10-1 pm
Víctor Viviescas (Coordina)
Paul Firbas, Jorge Rojas , Pablo Valdivia, Gonzalo Espino, Luz Marina Rivas, Julio Noriega y Gabriel Rudas.

III COLÓQUIO BRASILEIRO DE ESTUDOS ANDINOS; 29 a 31 de maio de 2019 (Belo Horizonte, Brasil)


 III COLÓQUIO BRASILEIRO DE ESTUDOS ANDINOS

V Encontro binacional Literatura andina e cultura peruana

“A literatura ameríndia aos 50 anos da morte de Arguedas: resistência e ampliação”

29 a 31 de maio de 2019




Realização
Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais [Fale/UFMG]

Promoção
Biblioteca José María Arguedas [Fale/UFMG]; Rede de Estudos Andinos [Brasil]

Apoio
Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários [Poslit/Fale/UFMG]; Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários [Fale/UFJF]; Núcleo de Estudos Latino-americanos (Fale/UFMG]; Centro de Estudos Latino-americanos [CELA/DRI/UFMG]; Centro de Estudios Literarios Antonio Cornejo Polar [CELACP/Peru]; EILA/Discursos, representaciones y estudios interculturales [FLCH/UNMSanMarcos/Peru]; Centro de Letras Hispanoamericanas [CELEHIS/UNMdP/Argentina]; Centro Virtual Jorge Isaacs [Univalle/Colômbia]; Círculo Peruano de Minas Gerais; Consulado Peruano de Minas Gerais.

Local
Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais

Justificativa
Assistimos no campo literário latino-americano à irrupção em grande escala de uma diversidade de textos originários de ao menos três áreas distintas - afro, ameríndio e feminino - o que tem pressionado o tradicional cânon literário com que cada nação ou sub-região organiza sua memória literária. Uma área até então pouco conhecida de grande parte do público leitor, que atende pelo nome de textualidades indígenas, literaturas indígenas ou literaturas ameríndias, responde por parte desse fenômeno que se assemelha a uma crescida das águas de um rio, em razão da volumosa quantidade de registros que aparecem desde variados géneros conhecidos e não reconhecidos, se torna índice de um imenso caudal de vozes daquilo que José María Arguedas, em seu romance Todas las sangres (1964), prognosticou com as seguintes palavras: “é como se um rio subterrâneo começasse sua crescida”.

Resultado de imagen para jose maria arguedasEsse movimento é o mesmo que havia previsto 37 anos antes Luís Valcárcel em sua profética obra Tempestad en los Andes (1927), que anunciava a chegada da “nova consciência”, uma vez que “a palavra tinha sido pronunciada” e na terra já se viam os “espartacos invencíveis”, os novos índios que promoveriam o renascimento da raça indígena no país. Porém, a fim de mensurar não apenas a intensidade desse fenômeno, mas as condições que o tornaram possível, é preciso ir à obra de outro pensador que esclarece sobre a promessa de uma literatura de corte indígena, em lugar daquela feita pelos indigenistas: José Carlos Mariátegui e seus 7 ensayos de interpretación de la realidad peruana (1928). Em suas palavras se revelava o programa futuro da literatura por vir: "A literatura indigenista [...] ainda é uma literatura de mestiços. Por isso se chama indigenista e não indígena. Uma literatura indígena, quando vier, virá em seu tempo. Quando os próprios índios estejam em condições de produzi-la". É importante recordar que essas afirmações brotam num momento da história peruana no qual se começava a demandar a questão indígena não apenas a partir do campo literário, mas também do campo político, artístico e cultural em geral, conforme se nota nas revistas e movimentos desde os quais se inscrevem os dois intelectuais antes mencionados: o grupo Resurgimiento, liderado por Valcárcel em 1920 em Cuzco, em torno da Revista del Instituto Americano de Arte, e a revista Amauta, criada por Mariátegui em 1926 em Lima. Contemporâneo desses movimentos são ainda o Boletín Titikaka (1926), promovido pelo grupo Orkopata dos irmãos Peralta em Puno, assim como as mudanças introduzidas no campo das belas artes por José Sabogal e Julia Codesido, com a pintura indigenista em Lima.

Como advertiu Antonio Cornejo Polar, estes movimentos preparam o terreno para a ascensão do indigenismo, que passa a ser dominante no campo cultural peruano nos anos de 1940/50 e terá em Arguedas seu representante maior.

A urgência de se colocar à altura da tarefa de produzir sua própria literatura levou os grupos indígenas a imaginar que para aceder à escola bastaria o simples desejo de estar junto a brancos e mestiços, emulando sua linguagem, mas o conto "Paco Yunque" (1931), de César Vallejo, e o romance El mundo es ancho y ajeno (1941), de Ciro Alegría, demonstraria o contrário; o privilegio da cultura letrada ocidental não estava franqueado aos membros das comunidades nativas, como se nota pelos maus tratos e humilhações que sofre o garoto Paco Yunque na escola pelas mãos do filho do patrão, assim como pela desalentada reflexão que faz o cacique Rosendo Maqui, no início de El mundo es ancho y ajeno, sobre a luta infrutífera da comunidade de Rumi por ter sua própria escola e seu professor.

No entanto, foi justamente a escola um dos elementos motores que permitiram a assunção do quéchua e do aimara como línguas de expressão artística, deixando atrás seu limitado papel como elemento de comunicação no ambiente familiar, o que implicou também num alto nível de transfusão cultural, na medida em que os processos interculturais em curso cobram seu pedágio nos trânsitos linguísticos. Se a escola por essência é a agência estatal encarregada de operar a homogeneização da cultura e da língua, com seus programas de alfabetização ao castelhano e a padronização do consumo cultural, por outro lado acabou oferecendo aos filhos das comunidades nativas a oportunidade de realizar o que Gonzalo Espino denomina de sequestro da palavra escrita", que lhes permitiu tomar a letra escrita e se lançar ao “assalto à cidade letrada” (Julio Noriega), realizando, por fim, a façanha antevista por Mariátegui. O resultado desse processo pode ser mensurado pelo fato de que, 49 anos depois da morte de Arguedas, o Prêmio Nacional de Literatura 2018 na categoria de línguas originárias, do Ministério da Cultura, tenha sido concedido a Pablo Landeo, autor de Aqupampa (Pakarina Ediciones), um livro escrito integralmente e sem tradução em língua quéchua. Um índice, como a ponta de um grande iceberg, de um movimento que veio para cobrar uma reparação histórica que a colonialidade trabalhou duro para invisibilizar ao longo da história desse continente.

Objetivos
. Refletir sobre as produções artísticas, literárias e culturais da região ameríndia do continente latino-americano que se apresentam como literaturas, manifestações ou textualidades indígenas, assim como as literaturas afro ou negra e de mulheres;
. Analisar, desde uma perspectiva andina, temas vinculados à história cultural da região latinoamericana, como a migração, a violência e a memória, além dos temas correntes relativos aos estudos teóricos e criticos presentes na literatura e nas artes;
. Promover o encontro de escritores, pesquisadores e estudiosos da região ameríndia no Brasil, através da Rede de Estudos Andinos.

Comissão organizadora
Coordenação: Rômulo Monte Alto (UFMG), Silvina Carrizo (UFJF)
Comissão Científica: Meritxell Hernando Marsal (UFSC), Rogério Mendes Coelho (UFRN), Cláudia Luna (UFRJ), Carla Dameâne Pereira de Souza (UFBA)
Comissão: Verônica Gomes Olegário Leite, Lúcia de Fátima Corrêa, Alice Lamounier, Jesús Arellano, Eulálio Marques Borges, Aiira Brisa

Participação
O Colóquio se organiza em torno de conferências, mesas redondas, comunicações orais e pôsteres, além da organização de uma exposição da obra de José María Arguedas, presente na Biblioteca José María Arguedas (Fale/UFMG), e uma exposição de fotografias sobre a produção de textos indígenas em comunidades nativas brasileiras. A participação no evento se dará mediante a apresentação de COMUNICAÇÃO ORAL, para docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação, e de PÔSTER para alunos de graduação. A data para envio de propostas de comunicação será de 18 de fevereiro a 26 de abril de 2019. Os resumos deverão conter até 200 palavras, em Times New Roman, espaço 1,5 e ser enviados ao email 

Propostas de pôsteres deverão ser encaminhadas também ao mesmo email.

** Assim que passe o CARNAVAL, enviaremos o programa do III Colóquio com a relação deconvidados, bem como informações sobre traslado, hospedagem e alimentação em Belo Horizonte.

Todas las sangres en debate de Dorian Espezúa Salmón por Gonzalo Espino Relucé

En las últimas décadas,  aunque principalmente, en la primera de este siglo, se ha consolidado un núcleo de estudiosos de las literaturas que, en general, lo hacen desde lo que podríamos denominar epistemologías del Sur. Se trata un conjunto de intelectuales que desde la universidad alientan estudios específicos sobre las culturas peruanas, en especial, sobre el mundo andino y establecen vínculos con los procesos culturales que se vive en América Latina. Entre ellos, destacan las figuras de Dorian Espezúa,  Mauro Mamani, Neker Salazar, Pablo Landeo, Víctor Flores, Dante Gonzalez, etc.  que a lo largo de este periodo han ido entregando en forma de ensayos y artículos sus avances. Algunos de ellos como Víctor Flores y Mauro Mamani, han llegado al libro. Dorian Espezúa Salmón, lo hace con una segunda entrega.
 Todas las sangres en debate: Científicos sociales versus críticos literarios  (Lima: Magreb Producciones, 2011) de  Dorian  Espezúa Salmón propone una de las lecturas más atentas y tentadoras de las relaciones entre ficción y realidad, entre creadores -narradores, poetas, etc.- y críticos, entre críticos literarios y críticos sociales. El libro aborda el debate en torno a la novela Todas las sangres de José María Arguedas y lo que se dijo ese 23 de mayo de 1965, en la llamada mesa redonda sobre Todas las sangres (TLS), donde los “doctorkuna”, es decir, los científicos sociales, desautorizaron la novela de José María Arguedas.
Se trata de un estudio exhaustivo, cuidadoso y documentada, por momentos irreverente, pero sobre todo polémico. Fórmula propuestas que permiten distinguir las distancias entre un discurso que aparece como  autorizador –de los cientistas sociales- y el discurso ficcional –el de Arguedas. Este trabajo fue, en su matriz expositiva,  motivo de su tesis de magíster por la Universidad de San Marcos. Como tal, a lo largo de Todas las sangres en debate se preocupa por establecer  las lecturas que inciden  sobre todo en la dimensión de la (re)presentación de la ficcionalidad y los mundos posibles en Todas la sangres; contextualiza la discusión sobre los predios de la narrativa: en lo que llama pre-textos (La tierra prometida, Primera Mesa Redonda sobre Literatura Peruana y Sociología y Primer Encuentro de Narradores Peruanos); para luego seguir la estructura y línea argumental del debate (1965). Concluye con algo que podríamos denominar el estatuto novelístico o la teoría de la novela arguediana, que aparece como "Estatuto ficcional del indigenismo arguediano en Todas las sangres".
Si como he dicho se trata de un libro cautivador, lleno de propuesta, aquí resumo algunas claves de lectura que propone Espezúa, como un programa para nuestro acercamiento a los textos ficcionales y las relaciones fronterizas (ficción-realidad, etc.):
  1. Su trabajo lo define como un programa intertextual e interdisciplinario, por eso "deja" "hablar a los participantes en el debate y a los que opinaron sobre la novela y sobre el debate que ella originó"
  2. Arguye que es "ingenuo sostener que el lenguaje (re)presenta la realidad o la realidad está en el lenguaje"; propone distinguir "narratividad de ficcionalidad".
  3. Postula "rastrear lo que no está dicho  a partir de lo que está dicho" ("El análisis de cada uno de los turnos de palabra correspondiente a la llamada mesa redonda sobre TLS").
  4. El foco principal será el "problema de la (re)presentación del universo espacio-temporal en la literatura".
  5. Reafirma un postulado básico de la  interpretación: "es imposible cerrar un texto que siempre permanece abierto a múltiples interpretaciones".
  6. Una lectura que finalmente, puede leerse como "la teoría de la novela arguediana"
 Dorian Espezúa Salmón nos recuerda una vez más que “una novela debe leerse como una novela y no como un documento antropológico o sociológico en sentido estricto y viceversa”. El aparato crítico con el que trabaja lo ubica en un horizonte teórico actual y trasdisciplinar. Desestructura  lecturas sobre TLS, sobre todo aquellas, de los científicos sociales o críticos literarios, que sugieren que el autor ha “utilizado el método científico para el reconocimiento de la realidad peruana y para la escritura de su novela”. Por lo que cuestiona, finalmente,  la noción de documento para una novela, y establece como estatuto de lectura la opción de discurso ficcional. (“La novela es un constructo textual y no un estado de cosas que puede existir independiente de lo textual”). Por lo que, afirma, que “las novelas de Arguedas son recreaciones, reelaboraciones o (re) presentaciones, entonces sólo podemos hablar de correspondencias analógicas que pueden tener, como todo texto elementos testimoniales o autobiográfico.”.
Se trata, pues, de un libro notable. Todas las sangres en debate lo es porque se ubica dentro del desarrollo de un epísteme que lo suficientemente capaz de no olvidar su lugar de enunciación y a la  vez la contingencia de diálogo, mediación o batalla contra quiénes hace rato desean convertir la crítica literaria en un dominio colonizado. Un libro que desdibuja las repeticiones que con ocasión del centenario de José María Arguedas hemos visto en los circuitos culturales de la ciudad letrada. Libro, notable, polémico y como siempre, propositivo. Vale.

Espezúa Salmón, Dorian. Todas las sangres en debate: Científicos sociales versus críticos literarios. Lima: Magreb Producciones, 2011 (ISBN: 978-612-4681-0-0) .